OCUPE

Para o sistema:
Não há repressão, não há desalojo, não há enxadas, fornos, crianças trabalhando, população de rua, pessoas abandonadas, filas em hospitais. Há riqueza, mas não miséria; há ficção, mas não realidade; há partidos, mas não não há ‘quem tome partido’.

Indignar-se?
Sim. Porque a dignidade nos é roubada a cada dia.
Diverso?
Sim. Porque a diversidade é a maior riqueza.
Resistir?
Sim. Porque a luta é franca, sem armas, pacífica. A luta é dentro de nós.
Ocupar?
Sim. Porque não acreditamos em abandono. Acreditamos na vida. Pulemos os muros!
Mudar muitas vezes… todos os dias… ocupar a casa, o jardim, a calçada, a esquina, a praça, a rua… ocupar o mundo… ocupar dentro de nós. Inteiro, aberto, firme, forte, consciente do fluir…

Sem apego ao material, GAIA fluirá para qualquer lugar. Terra, mãe, gentil, receptiva, fértil. GAIA é energia. GAIA é transformação. GAIA é tempo presente.

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NO MEU CORAÇÃO…

Família,

Faz exatamente 1 mês e 23 dias que estive me reunindo com ex- moradores do bairro de Santa Teresa, na casa de uma vizinha moradora do bairro, conversando sobre uma casa fechada 30 anos, posta a leilão várias vezes sem nenhum arrematante de acordo com o que diz o documento único que nossos órgãos oficiais dispõem para informar ao cidadão comum, como eu e aqueles que estavam naquela reunião, sobre a real situação legal de um imóvel. Pagamos caríssimo pelo Ônus Real…

(Pagamos os maiores tributos, maiores juros bancários, maiores preços por serviços diversos monopolizados pela ganância e má fé jurídica, como atesta a demanda de nossos tribunais, onde os réus culpados são sempre os mesmos, pagando como que um bônus àqueles que representam milhares de outros que, aqui entre nós, somos lesados diariamente pela CEDAE, CEG, VIVO, BANCO DO BRASIL, CREDCARD, EMBRATEL, CLARO, ITAÚ, OI, POSTO PETROBRÁS, GOLDEM CROSS e tantos outros artigos caríssimos ao custo de roubo institucionalizado).

Como pode uma terra maravilhosa como aquela ficar restrita ao abandono legitimado por tanto tempo, passados tantos governos democráticos? Edificação e área fértil alienadas ao desperdício que tanto impacto causa em nosso planeta, enquanto nosso bairro carece de tantas funções sociais, nossa gente convivendo com tanto descaso…

Nós ali, sem termos como voltar ao bairro COM QUE NOS IDENTIFICAMOS CULTURALMENTE, sem o menor acesso de participação autônoma diante do estado representativo de direito, sufocados culturalmente.

Convictos de encarnar a entidade humana que herdamos da tradição que sobrevive na rebeldia crístinica, que nos uni e identifica pertencidos a Gaia da liberdade e do amor, retomamos nossa autonomia política e arbitramos nossa solução: Ocupamos a casa.

Comprometidos com o nascer de uma nova comunidade possível, gerada no espírito de heterogenia política, cultural, filosófica e mística que a cidade do Rio de Janeiro de um modo geral e Santa Teresa especificamente, historicamente gemina. (Tudo hoje também fortemente tomado pela futilidade consumista, arrogante, cultural e comercial.) Partimos para a ação voluntariosa, unimos nossas forças para que a casa fosse totalmente reciclada, física, cultural e historicamente. Assumimos a ocupação e iniciamos a vivência auto-sustentável, comunitária e coletiva. Com bio-restauração incluindo banheiro seco e coleta de água da chuva com pet, permacultura iniciada com horta, pomar e jardim, elevação da consciência com meditação, yoga, massagens terapêuticas, intenso intercâmbio entre diferentes.

Semanas  depois de iniciados os trabalhos fomos surpreendidos pela presença da pessoa que (num leilão que O ÔNUS REAIS NÃO INFORMA, ocorrido 6 meses antes da emissão do documento) arrematou a casa e  efetuou o pagamento do sinal naqueles dias.

Para quem acreditava na burocracia juducial como sendo a maior responsável pela impunidade em nossa sociedade por demoras intermináveis em veredictos tardios, nosso caso se deu de pronto imediato. Em menos de 30 dias o Juiz recebeu o sinal do arremete, emitiu o termo de propriedade, tomou ciência unilateral da existência de ocupantes posseiros na edificação, ordenou seu desalojo para reintegração de posse com ação policial. Tão eficiente, ou mais, que os melhores escritórios Que atuam no mercado de lucros. Desprezando por completo a existência da nossa parte, acionando a máquina de extermínio que cumpre obediência, conivência e anuência.

Nesses 6 dias passados do desalojo da Casa Gaia, avaliando os acontecimentos, percebo o intenso exercício cultural e político vivido diante da existência. Em múltiplas dimensões experienciamos a melhor prática possível de convívio entre diferentes que consigo supor: diferenças políticas, étnicas, amorosas, econômicas, educacionais, profissionais, artísticas, de gênero, faixa etária, comprometimento, ética, moral e espiritual. Convivemos compartilhando os espaços e seus pertences, em maior ou menor intensidade e anuência. Isso diante da babilônia dominada pelas intervensões de COPA E OLIMPIADA ao mesmo tempo.

Sem a intermediação da imprensa pudemos verificar com nossos próprios olhos, na pele, nossas instituições democráticas em ação por um lado, nossa capacidade de articulação de outro,o impacto que nossa liberdade pacífica e consciênte causa no status quo, quanto do barulho do mundo interfere em nosso silêncio…

Mais conscientes da realidade dos fatos da vida, mais confiantes na importância e pertinência de nossas ações, vibramos na inquietação revelada em nosso interior. Nosso receio diante dos interesses de quem servimos a revelia, nos vemos ansiosos por nos irmanarmos em oposição ativa, pacífica, existente ainda no por vir… enquanto seguimos acolhidos na casa de vizinhos, amigos ativistas da Nova Consciência.

A semente está geminando no invisível, encontrou o obstáculo do fortalecimento e espera o fluir do fluxo criativo, amoroso, para retomar seu curso de acontecimentos no rio da vida.

Vencendo o Inimigo Interior

Vencendo o inimigo interior.

Essa é a nossa luta, e por isso estamos aqui, para sentir o mal, o egoísmo que nos separa da luz e vencer-lo. O inimigo persevera em nós, como um monstro de mil tentáculos que se alimenta a  si mesmo através das nossas relações, ele esta sempre presente, e as vezes cresce tanto que consome toda a nossa luz, não deixando que a nossa luz floresça e se espalhe.

Temos que ter cuidado com as nossas relações, e quando essas relações tem elementos de ódio este monstro de mil tentáculos se alimenta  e cresce.  É assim com a violência, quando duas pessoas estão brigando, esse monstro vai crescendo, com os seus tentáculos subtrai a energia de luz divina dessas duas pessoas e se alimenta a si mesmo, crescendo cada vez mais, ate apagar-las. Temos que perceber que o nosso inimigo não é o outro com quem estamos discutindo, mas o nosso monstro interior, que tem uma cabeça mas tem tentáculos em todos nos, quando damos espaço para que esse tentáculos atuem esse monstro subtrai as nossas energias e alimenta a sua cabeça fazendo que seus tentáculos em nos se fortaleçam e cresçam cada vez mais. Assim quando duas pessoas estão brigando estão alimentando o mesmo monstro, e fortalecendo todos os seus tentáculos, nas duas pessoas e no capitalismo e na sociedade que por esse monstro já esta quase dominada.  Mas ainda há esperança, ainda podemos vencer este monstro, percebendo que todos nos temos o mesmo inimigo, estamos lutando contra ele, bem no nosso coração, tentando vencer-lo para que em nos floresça a luz que somos.

Por isso, quando alguém queira lutar contigo, perceba que com quem estas lutando não é contra essa pessoa que esta sendo dominada por esse monstro, mas com o teu próprio monstro interior, e com o monstro dela, por isso não lhe dês alimento aos tentáculos do monstro, não deixe que o ódio da outra pessoa alimente o teu ódio através desse monstro que cresce em ti e em ela cada vez mais, mas percebas que em ti e no outro ha luz, e tente, e faça tudo com todo o teu esforço para aquela luz floresça em ti e também acorde o outro que naquele momento de ódio esta esquecido e sendo dominado por seu próprio monstro.

É assim com o policial que ataca, com o patrão opressor, com todos os indivíduos da sociedade que esta consumida pelos demônios interiores. Lutemos queridos irmãos, lutemos para que floresça a luz, lutemos para que a luz floresça tanto que se espalhe infinitamente chegando aos cantos de sombra mais recônditos, para que tudo, tudo,tudo, seja a mais divina luz.

Este é o caminho do amor, este é o caminho da fraternidade, o caminho até a paz. A escuridão, o inimigo não esta no outro, mas em nos mesmo, e tenhamos compaixão com todos os irmãos que também carregam este mesmo martírio, entendendo que somos vitimas do mesmo mal, e que o que faz mal é porque esta esquecido, sendo dominado por um inimigo muito grande que esta subtraindo todas suas forças, por isso tentemos ajudar a quem nos ataca, entendendo que o irmão esquecido precisa de ajuda, e que quando há ódio, devemos espalhar amor!

Nós & The Police

O final de semana foi agitadíssimo na Casa Gaia: no sábado recebemos mais uma visita da PM, primeira depois da UPP. Como sempre os políciais entram na casa sem qualquer motivo ou papel que justifique a entrada, olham tudo que encontram, fazem mil e uma perguntas até que tomam conhecimento das atividades todas que acontecem diariamente ali, simpatizam com a nossa proposta e partem levando nossas identificações numéricas.

Estávamos em mutirão preparando a casa para as atividades especiais que aconteceriam no dia seguinte.

A Casa Gaia amanheceu agitadíssima, no domingo. Muitos amigos apareceram para ajudar, a família se chegou, uns trazendo comida da reciclagem, outros trabalhando na limpeza, arrumando o espaço. O preparo do almoço também começou cedo.

Momentos especias o tempo todo.

Uma irmã acabava de chegar de uma temporada em Tamera, uma comunidade política contra-cultura que perdura em Portugal faz mais de 15 anos. Ela nos contou maravilhas do convívio coletivo, compartilhado, da permacultura e do amor não monogâmico. Propostas de vida pacífica, onde não há desconfiança nem competição entre vizinhos.

Como é bom ver a casa cheia …

de gente ativista,

de bem com o diferente…

 


Assistimos filmes, cantamos, cuidamos da horta, dançamos,

almoçamos comida vegana juntos, tocamos nossos instrumentos e a vida fluiu em paz.

Mesmo sem Sting, somos um sucesso com the police.

Agora foi a vez dos civis aparecerem por lá. Mas somos bem anos 70, paz e amor total. QUEM CHEGAR VAI CONHECER!

Tenho certeza que se nós, moradores do bairro, ocupássemos as tantas casas mal assombradas que povoam nossa cidade monstruosamente, até as UPPs agradeceriam, pois teriam menos trabalho, menos tocas para ratos e mosquitos da dengue apavorarem a vida.

OCUPAR E TRANSFORMAR

TODA OCUPAÇÃO SOFRE ASSÉDIO REPRESSIVO DO ESTADO QUE MONOPOLIZA O USO DA TERRA E QUE SERVE A CULTURA QUE NOS ROUBA SE VALENDO DE UM PAPEL: seja a bíblia, o tratado de tordesilhas ou a lei do inquilinato.

O Espaço Gaia está ameaçado pela lógica que entende que uma pessoa – física ou jurídica – deve se apropriar de toda e qualquer estrutura social desde que esteja disposta a obter um papel das mãos de um dos poderes (nem que para isso precise manipular a opinião pública). Assim, terra, água, luz, transporte, saúde, educação, liberdade de expressão, união amorosa: todas as dimensões da vida estão submetidas a autorização e tributo (apenas a imprensa e os legisladores são livres da opressão do fisco e das armas).

NA SEMANA PASSADA FOMOS VISITADOS PELO AUGUSTO (ex-morador do bairro, ex-ativista social, atual funcionário do Ministério do Fisco), QUE SE APRESENTOU COMO FIEL PROPRIETÁRIO DA CASA OCUPADA QUE ARREMATOU FAZENDO USO DA LEGALIDADE VICIADA QUE VENDE NOSSA RIQUEZA A ESPECULAÇÃO E CONCENTRAÇÃO.

Hoje somos mais de 20 irmãos habitando a casa de forma coletiva, compartilhada, sem a interferência da cultura do capital para além do que ela se impõe sobre nós quando domina os meios de vida humana no planeta, subvertendo bravamente a lógica dominante, repressora.

Muitos são os desafios, internos e externos, ao florescimento da NOVA É.

Nós humanos que contestamos a ordem que nos reprime por um lado, e que nos valemos da lógica individualista para construirmos nossa particular europa nos trópicos por outro (com LOUÇAS e SERVIÇAIS) estamos aqui representados simbolicamente no impasse que vivemos no encontro GAIA X Augusto.

Podemos transformar a crise em oportunidade e viver na prática a construção de novos pactos, novos acordos sociais, novas ideologias?

Munidos apenas de amor a liberdade e a vida, repúdio a opressão da cultura materialista, estamos unidos nessa causa e contamos com a presença diária de toda a família, individualmente integrados na coletividade. Ativos e ativistas da construção do desconhecido que se anuncia diante de nós, em forma de denúncia ou de doação, carência ou afago.

Abertos a mudança que sabemos indispensável na construção de um mundo viável no tempo presente, com pessoas viáveis, para uma comunidade viável.

Estaremos reunidos em FESTIVAL no domingo, dia 13 de fevereiro, abertos a participação dos amigos fraternos, das 10 até as 19 horas.

SEJAMOS NOVOS!

NO FLUXO GAIA

Como todo início o nosso também tem desafios, conflitos e obstáculos a serem superados.

 

Sem falar das dificuldades naturais de se ocupar uma casa que esteve fechada por pelo menos 28 anos, intensamente deteriorada, com mato de mais de 2 metros de altura tomando o jardim todo, como encontramos, destelhada de uma maneira que qualquer chuva alagava todo o primeiro andar, depredada por visitantes oportunistas diversos, inclusive ratos e traças… enfrentamos também, a desconfiança que a opinião pública lança sobre qualquer ação não institucionalizada, tributada, patrocinada ou autorizada pelo poder que se impõe sobre nós: JUDICIÁRIO, LEGISLÁTIVO, EXECUTIVO ou TELEVISIVO.

 

Isso, em tempos de questionamento retrógrado dos direitos do inquilino e de aumento vertiginoso nos preços no mercado imobiliário, aquecido com COPAS, UPPS E OLIMPÍADAS. Que nos acontecem depois da crise no mercado imobiliário nos EUA, de impacto comparável com a crise de 1929.

De portas abertas vivemos em mutirão permanente. Todo irmão que chega, seja de ocupações do Brasil e do Mundo, integrantes dos mais diversos movimentos sociais, ou indivíduos identificados com nossos princípios (guerreiros arco-íris, anarquistas, punks, professores de escolas do bairro, moradores e passantes) são convidados a participar das atividades que acontecem todos os dias na casa.

 

Todos identificados com a causa são bem vindos e tem no Espaço Gaia oportunidade de VIVENCIAR sua cultura individual no coletivo, COMPARTILHANDO conosco a construção do lado de fora da cultura hegemônica.

COMPROMETIDOS COM A NÃO VIOLÊNCIA E COM O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA, capaz de permitir o surgimento de uma outra cultura (misturada, miscigenada, global, humana, intergaláctica), temos buscado fazer de cada dia mais um dia vivido do lado de fora da lógica dominante, materialista, repressora, conservadora de uma estrutura nefasta, corrosiva, que vem devastando tudo e todos ao redor, como um buraco negro aberto entre nós, sugando nossa luz, nosso tempo, nossa energia de vida. Institucionalizando a vida e todas as relações possíveis com a Gaia. Monopolizados pelo estado militarizado, colocado sobre nós por imposições diversas dentro de nossas cabeças por padrões diversos: educação, alimentação, saúde física, saúde mental, saúde social, diversão, comunicação…

No Espaço Gaia vimos oportunizando a vivência de nosso coletivo com os vizinhos (e de nossos vizinhos conosco, também).

 

Com atividades diárias de permacultura (com horta, reciclagem de materiais diversos, captação de água da chuva), conquista e preparo dos alimentos (reciclando alimentos na xepa da feira, conseguindo lenha para o fogão), de manutenção da estrutura da casa (hidráulica, elétrica, higiene, recuperação de paredes), de conscientização e saúde (yoga, meditação, exibição de filmes, bate-papo espontâneo político-filosófico, I Ching, Tarô, Astrologia), artes (cênicas, circenses, plásticas, dança) ou toda atividade que surge com cada irmão que se junta a família.

 

 

Manifesto Gaia

A vida é a oportunidade que  nós existentes temos para nos libertar. Temos o poder de ação em nossas mãos, basta coragem e vontade, para dizer não a uma forma de vida esquecida e construir uma alternativa nova, onde possamos estar em harmonia com a terra e viver em fraternidade.

Sentimos que a grande cidade é a maior das prisões, onde impera o esquecimento através de um sistema capitalista que nos fecha em nós mesmos, num egoísmo ignorante e medroso, desconectado com o ser e a natureza. No sistema capitalista nos vemos obrigados a vender nossas vidas para sobreviver, nosso trabalho é alienado aos nossos sonhos, e muitas vezes nos vemos numa vida automatizada,vazia, materialista e sem sentido,  longe de qualquer ideal.

Mas nos cansamos dessa morte em vida, decidimos acordar e lutar, por isso decidimos  transformar o casarão previamente abandonado que ocupamos há mais de um ano, num portal de ativismo e conscientização onde com amor e arte, possamos sentir a felicidade de criar uma realidade na qual acreditamos. E nesta realidade queremos vencer todas as fronteiras, sentir a força de uma vida que nos chama a acordar, conectando-nos uns com os outros, sentindo que em toda a nossa infinita diversidade, somos sempre um.

Portanto queremos vencer o capitalismo e os seus muros, não sendo mais refém da sua engrenagem que nos domina com o dinheiro, e com a mediocridade de um individualismo indiferente. Por isso sentimos a necessidade de desenvolver a auto-suficiência, plantando o que comemos e fazendo o que precisamos com nossas próprias mãos, porque sabemos que a partir do momento em que utilizamos dinheiro estamos fortalecendo uma forma de vida doentia, onde esqueceu-se a irmandade e onde se estabeleceu um sistema de troca, Estado, hierarquias, violência e propriedade.

Nós preferimos o compartilhar ao trocar, porque o nosso prazer esta em agir, e quanto mais amor entregamos mais amor sentimos, portanto agimos sem esperar nada em troca. Não temos e não queremos propriedade, não temos nada para trocar, e ao decidir compartilhar sentimos que nada é nosso, mas ao não ter nada, temos tudo.

Por isso com o nosso centro ocupado em Santa Teresa pretendemos desenvolver a permacultura, porque acreditamos que é através da nossa conexão com a terra que mudamos a nossa percepção de vida. Queremos sentir que a terra é a nossa mãe, portanto não é de ninguém, que tem vida própria e permite aos que a trabalham usufruir de seus frutos.

Não acreditamos na vida na cidade moderna, mas queremos criar no meio desta grande prisão um portal de transição que viva e espalhe uma nova mensagem, incentivando-nos mutuamente a evoluir e a libertar-nos de vez do capitalismo e suas barbaridades, lembrando que antes que nada somos filhos da terra, portanto com ela nos conectamos, sentindo a sua força e a sua luz, vivendo uma vida em que acreditamos e afirmando com nossas ações: Irmãos do mundo, já é hora, acordemos todos juntos.